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14/10/10

A Folha, alhos e bugalhos

Mais uma manipulação da FSP, em 91, é supreendente a quantidade dessas que a gente acha analisando o jornal. Vejam por si mesmos: a capa do jornal e depois, em destaque, o pedaço em que as bandeiras de Lênin e Stalin estão “ilustrando” notícia sobre o Dia do Trabalho e a greve geral.

 

Capa FSP 02.05.91

 

 

Destaque com matéria sobre Dia do Trabalho

 

12/10/10

A Folha de SP e as manipulações…

Tenho acompanhado todas as discussões sobre a atuação da nossa “velha grande mídia” nessas eleições e concordo com todos que dizem (especialmente Edu Guimarães) que é preciso discutir o assunto “monopólio da mídia” o mais rápido possível. Já passou da hora! Só queria ressaltar que esse assunto já é discutido faz tempo em meios acadêmicos, e que não é de hoje que a nossa mídia manipula e desinforma – às vezes em alguns posts parece que as pessoas acabaram de descobrir a roda… (mesmo assim, antes tarde do que nunca). Como ando fazendo pesquisas na área, queria socializar alguns exemplos disso. A análise de que Folha era um jornal “mais progressista” nos anos 80 e 90, a meu ver, é equivocada – só se fosse “progressista” comparada ao reacionarismo galopante geral (reacionarismo esse que parece mais vivo do que nunca). Mas vamos ao exemplo em questão (virão outros): esta é uma matéria de 11.04.91, sobre uma suposta “onda” de linchamentos que avançara pelo país a partir de Matupá. A primeira imagem é da folha do caderno Brasil, com entrevista de um “quase linchado” em Rondônia. Se você repararem abaixo, a matéria que a próxima imagem traz em destaque: “ex-petista diz que linchamento foi justo”. Reparem como as matérias induzem à suposta “hipocrisia” (na defesa dos direitos humanos) e “violência” do PT… Comentem a vontade ok? Seguem as matérias:

 

FSP, 11.04.91 - Caderno Brasil - Linchamentos

 

 

O "ex-petista" e o linchamento

 

04/09/10

Mídia, Poder e Sociedade

Série (3 vídeos), publicado na Rede Histórica, que discute a relação entre mídia, poder e sociedade, produzido pela TV Senado, com depoimentos de Mino Carta (Carta Capital); Luiz Antônio Novaes (O Globo); Ziraldo (jornalista e cartunista); Franklin Martins, entre outros.

04/09/10

Mídia e Mulheres

Fazendo minhas pesquisas e lembrando da fala do Brizola Neto no Encontro de Blogueiros Progressistas, encontrei algumas fotos interessantes na Folha de São Paulo de 1990. São 4 fotos da então ministra Zélia Cardoso de Mello, que mostram bem o que Brizola Neto contou sobre o avô no Encontro: que ele queria sempre saber como aparecia no jornal – em que canto, em que página, com que foto – e que no jornal O Globo sempre eram escolhidas as piores fotos dele, ilustrando bem qual imagem o dito jornal queria passar. No caso da então ministra Zélia, cabe reparar também os ângulos e as legendas… o jornal exibe aí uma boa dose de machismo, não acham?

Zélia Cardoso de Mello 10.04.90 Folha de SP (reparar na legenda "com penteado diferente")

Zelia C. de Mello 17.04.90 na Folha de SP

Zelia C. de Mello, 11.05.90 Folha de SP

Zelia C. de Mello, 15.05.90 na Folha de SP

03/09/10

São Vicente e a Propaganda Política

A cidade da Baixada está cada vez mais inundada por propagandas políticas, atravancando caminhos e poluindo a visão (ao menos agora acabou aquilo de colar cartazes nos muros e árvores). Seguem algumas fotos tiradas hoje, inclusive de placas postadas no rebaixamento da calçada (feito para carrinhos de bebê, cadeirantes e bicicletas):

03/09/10

70 anos de Eduardo Galeano

Reproduzo aqui parte da entrevista republicada pela Revista Fórum, com o aniversariante Eduardo Galeano:

500 Anos de Solidão
A América Latina é uma região do planeta dentro da qual existem energias de mudança muito lindas e também energias do sistema colonial que vêm se perpetuando já há mais de cinco séculos e que são  muito poderosas. Eles têm um poder econômico e cultural imenso e boa parte do poder político. São essas as forças que estão nos treinando desde sempre para a certeza de nossa impotência. Para a certeza de  que a realidade é intocável, de que o que é, é porque foi e continuará sendo. De que amanhã é outro nome de hoje. Isso é um fatalismo herdado e tem muito tempo de vida: cinco séculos. Não é fácil lutar contra isso. Vamos inventar a vida, vamos imaginar o futuro. Vamos cometer a loucura de acreditar que essa terra pode ser outra. De que essa região nossa não está condenada pelos deuses nem pelos diabos à pena perpétua de solidão e desgraça. Mas isso não é fácil”.

Para ler a matéria completa:

http://www.revistaforum.com.br/noticias/2007/09/24/o_cacador_de_vozes/

03/09/10

Para começar bem começado…

Dilmistas ou não, há que se deplorar a tentativa de golpe do PSDB a partir da tal quebra de sigilo… Mostra bem o caráter da nossa “social-democracia” (muitas aspas) e das nossas elites, que são democráticas somente até onde lhes interessa…

Nada melhor que uma charge para expressar a ação dos “desesperados”. O gênio de Carlos Latuff:

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